Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

# drenantes

Porque estava fartinha de andar com uns tornozelos com o perímetro de embondeiros de porte médio, decidi-me a levantar o rabinho da cadeira [deixando uma magnífica impressão húmida no formato de duas meias luas]e ir até à ervanária mais próxima do trabalho comprar um xarope.
Há xaropes para tudo nas ervanárias, o que me leva a questionar a importância da existência da indústria farmacêutica.Bom... indecisa entre três marcas diferentes de drenantes, os quais, em tudo menos na embalagem, devem ser exactamente iguais, acabei por trazer o do preço intermédio.
“ No meio está a virtude”, diz a minha avó. E eu acredito. Excepto quando esse meio se refere a uma alheira (nesse caso, acho que no meio está a “gordura”).
O tal “drenante” é uma espécie de líquido espesso escuro, que se dissolve, em pequena quantidade, numa garrafa grande de água, e que depois se vai bebendo ao longo do dia, conseguindo com isso a magnífica proeza de perder a preguiça de ir à casa de banho, a não ser que tenhamos uma bexiga do tamanho da cabeça de um boi. (adulto)
Aquela pequena gotícula de urina que normalmente aguentamos na uretra, e que pode passar horas a movimentar-se, até que nos dignamos a ir libertá-la, transforma-se numa gota de um tamanho entre um berlinde e uma bola de golfe. É quase como ter uma criança de 3 anos a tentar atravessar o diafragma urogenital de braços abertos.Resumindo, é impossível conter. E com tantas idas à casa de banho, é CLARO que perdemos peso. Afinal, não é assim tão fácil levantar este corpinho da cadeira. É assim que funcionam... esses tais drenantes.

2 comentários:

Sophie disse...

E quantos já perdeste tu?

Girilim disse...

ora bem... perder, perder...nenhum.
A única coisa que perdi... foi tempo... a ir à ervanária!